O
CASO KODAK
A Kodak Company é uma
companhia multinacional, dedicada ao desenho, produção e comercialização de
equipamento fotográfico. A atual empresa tem seu antecedente na Eastman Dry
Plate Kodak Company, fundada por George Eastman, o inventor do filme
fotográfico, em 1888. No mesmo ano, com o Slogan “Você aperta o botão, nós
fazemos o resto”, George Eastman colocou a primeira câmera simples nas mãos de
uma infinidade de consumidores.
Uma das grandes
invenções da empresa foi o filme Kodachrome, que foi produzido em diversos
formatos para fotografia e cinema. O kadachrome foi reputado como um dos
melhores filmes, graças às suas qualidades de reprodução de cor e arquivamento.
Parado de ser fabricado em 2009 tornou-se ao longo dos seus anos, um ícone da
marca por fazer filmes de Hollywood durante o século XX, incluindo 80
ganhadores de Melhor Filme no Oscar, por gravar a coroação da rainha em 1953, e
usado por Neil Armstrong para fazer close-ups na superfície lunar na missão
Apollo 11.
Com suas notáveis
inovações, a kodak dominou o mercado durante o século XX. Em 1975, mais uma vez
a empresa inova e lança a primeira câmera digital, um protótipo do tamanho de
uma torradeira que precisava de 23 segundos de exposição para produzir uma
imagem de 0,01 megapixel em preto e branco. Segundo o editor de notícias do British Journal of Photography, Oliver
Laurent, a maioria dos lucros da empresa vinha das vendas de produtos químicos
utilizados nos filmes e seus executivos tinham medo de investir em algo novo,
porque achavam que poderiam prejudicar o negócio tradicional da empresa. “Quando
eles perceberam, o mercado digital tinha chegado para ficar, ultrapassando o
filme e todos os concorrentes da kodak tinham câmeras digitais muito
superiores. A empresa tinha perdido a reputação conquistada com o ‘Momento
Kodak’”.
DO CASE DE
SUCESSO AO DE FRACASSO
Em 1992, Don
Strickland, ex-vice-presidente da Kodak, disse, segundo o The Guardian, que a empresa estava pronta para dar espaço em seu
negócio para as câmeras digitais, mas seus executivos vetaram a ideia com medo
de uma “canibalização do filme”. No início dos anos 2000, as vendas dos filmes
começaram a despencar 20%-30% por ano, à medida que as câmeras digitais das
suas concorrentes surgiam.
A companhia bem que
tentou se reinventar como fabricante de impressoras, visando capitalizar sobre
sua reputação como a melhor impressão de filme. Mas não obteve sucesso. Em
2007, mais uma decisão equivocada. A Empresa decidiu desfazer da Onex, que
fazia equipamentos de raios-X para hospitais e dentista. Embolsou US$ 2,35
bilhões, mas os analistas disseram que foi um erro sair do negócio quando
muitas pessoas estavam prestes a se aposentar, e a procura por raios-X aumentaria.
Ou seja, além da inovação, a Kodak foi prejudicada por suas péssimas decisões.
A Kodak declarou
falência em 2012. Desde então ela desistiu de fabricar câmeras, porta-retratos
digitais, scanners, entre outros. Ela também vendeu 1.100 patentes relacionados
à fotografia digital para um grupo de doze empresas – incluindo Apple, Google,
Facebook, Amazon, Microsoft, Samsung, Adobe e HTC – por R$ 527 milhões.
Desde que emergiu da
recuperação judicial, a empresa tem servido, principalmente, a mercados de nicho
fotográfico. A chave para a sobrevivência esta em seu legado de pesquisa,
milhares de patentes e um grupo de cientistas que estão fazendo novas
descobertas.
Por fim, segundo Simon
Wolman, colunista do The Guardian, a
frase “vítima do próprio sucesso” poderia ter sido criada para descrever a
Kodak.
Por:
Ana Paula Mesquita de Oliveira - (RA: 71301700070)
André Stringhetti - (RA: 71301700178)
Daniel Fernandes de Oliveira - (RA: 71301700177)
Hugo Araújo Miranda - (RA: 71301700024)
Og Arão Vieira Rubert - (RA: 71301700101)
Rebeca Galvão P. F. Guimarães - (RA: 71301700005)

Esse caso da Kodak fica para nós como exemplo do que não devemos fazer. Não podemos nos ater ao presente pensando que o futuro não reserva mudanças, devemos ter visão de águia. Inovar, gerenciar e empreender são mandamentos básicos em um mercado cada vez mais competitivo.
ResponderExcluirDecisões são capazes de decidir o futuro da empresa, nesse caso, a ausência de inovação junto com uma decisão errada os levou ao fracasso. Gestão e inovação andam lado a lado e exigem conhecimento, expertise, estudo. Não podemos, nós gestores, deixar o momento tomar conta das decisões, o sucesso de hoje pode ser o fracasso de amanhã. O futuro, movimentos do mercado, atitudes dos concorrentes, tendências, devem ser sempre muito bem estudados e analisados, assim, inovar é necessário e garante o sucesso contínuo .
ResponderExcluir"Vítima da própria existência". Apesar de um triste CASE, é, também, um excelente exemplo de como gerir os negócios pensando no "todo", e não apenas no "próprio umbigo". Muitas empresas ditas tradicionais conseguem manter o seu produto base nas "prateleiras", mas inovam com outros nichos de mercado alcançando públicos nunca antes imaginados. Especialmente no mundo tecnológico dos dias atuais, estar atendo as oportunidades e estar disposto a mudanças culturais é fundamental para a sobrevivência das empresas.
ResponderExcluirA Kodac remou contra a maré. Não acompanhou as tendências da inovação no mercado, tomou muitas decisões erradas, como a venda da Onex, parou de fabricar equipamentos digitais e venda das patentes digitais. Penso que faltou visão de futuro aos administradores da empresa.
ResponderExcluirA kodac acreditou muito na invenção do seu filme Kodachrome, ignorou as mudanças do mercado, esqueceu de inovar e acabou perdendo o mercado para concorrência.
ResponderExcluirBAlbina, de fato como mencionou, a empresa ignorou as mudanças.
ExcluirNão observar e avaliar mudanças e tendências e ignorá-las na tomada de decisões, pode afetar os negócios de qualquer empresa. É preciso agir com o olhar no futuro.
Kodak : desafio ou dilema? A empresa possuía todo conhecimento para inovar e fez a opção de não romper com o modelo de negócio vigente. A liderança no segmento de filmes fez com que os dirigentes e parte do corpo técnico não acreditassem na velocidade e nos avanços da ruptura promovida pela mercado digital. Na visão da empresa, a mudança drástica era improvável e eles optaram por não lançar um novo produto capaz de canibalizar a venda de filmes. A aposta no sucesso do passado reforçou o receio da mudança.
ResponderExcluirTemos um case que nos deixa totalmente ciente de que atualmente as organizações precisam se inovar, ou seja, acompanhar as tendências de mercado para serem sempre competitivas. Neste caso, a empresa possuía tudo para se manter no mercado e não se reinventou.
ResponderExcluirIsso mesmo, Denes. A Kodac é ao mesmo tempo exemplo de inovação, mas nem a melhor inovação é imune é má decisões administrativas. As empresas ainda são conduzidas por homens e mulheres.
ExcluirFazer negócios é emergir num mercado que se INOVA a cada segundo. Estar "antenado" às tendências de consumo é uma das premissas dos gestores, ao passo que, pensamentos inflexíveis e limitados ao ambiente interno podem prejudicar o futuro de qualquer organização.
ResponderExcluirA Kodak fez história ao lançar produtos fantásticos, assim como, referenciou exemplos do que NÃO SE DEVE FAZER em inovação.
Os novos modelos de gestão empresarial tendem em ter, como pilar estrutural, a inovação. Assim, uma admistração participativa (interação entre: diretores, colaboradores e clientes) e voltada para a inovação ajuda na prevenção de riscos e tomada de decisões equivocadas.
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ResponderExcluirO caso Kodak nos mostra o risco de se confiar no passado como garantia de futuro. Não acreditar que as mudanças são necessárias e não enxergar que chega um momento que não se pode impedi-las, poderá levar empresas à ruína.
ResponderExcluirisso mesmo Luciana. O passado não garante o futuro. Nem no mundo das inovações.
ExcluirO caso Kodak mostra uma empresa que tinha tudo para seguir e ir longe, mas o medo de inovar fez com que seguisse o caminho contrário. Com o mundo cada vez mais tecnológico as empresas precisam estar cada vez mais atentas, para acompanhar essa evolução.
ResponderExcluirExemplo de inovações, com decisões errôneas. Devemos sempre lembrar da empresa com exemplo de coragem, porem com administração desencontrada. Acertou por variadas vezes, mais fez do orgulho e da auto competência e orgulho uma decadência. Devemos gerir a humildade e analise critica em todos os momentos, para não fazer de todo acerto um erro fatal.
ResponderExcluirEconomia, mercado, tecnologia e principalmente ignorância, são fatores que levam grandes empresas a falência, criam uma zona de conforto por dominarem as áreas de sua atuação, gerando assim uma estabilidade fictícia. Assim foi o exemplo da Kodak, que decidiu não inovar e teve uma percepção errônea do mercado em que dominava. Em nosso país tivemos alguns casos como: Kolynos comprada pela Colgate, Arapuã que faliu em 1998 por ter como concorrente as Casas Bahias, Banco Bamerindus que faliu em 1994 e foi comprada pelo HSBC em 1997 e por último uma empresa que inovou e trouxe uma nova visão de telefonia e internet, Intelig Telecom adentrou o mercado brasileiro em 2000 e foi vendida para Tim em 2010.
ResponderExcluirA Kodak não soube aproveitar as oportunidades e avaliar as necessidades de mudança que estavam surgindo, visto que o mundo vivia uma verdadeira revolução digital com inovações a todo momento. Esses erros nas tomadas de decisão causaram não só o fracasso da empresa mas em consequência a demissão de milhares de pessoas.
ResponderExcluirA kodak foi a primeira empresa a criar a câmera digital,mas naquela época,a maioria dos seus lucros vinha das vendas de produtos químicos utilizados nos filmes e eles tinham medo de investir em algo novo porque achavam que podia prejudicar o seu negócio tradicional.
ResponderExcluirAs empresas que não olharem para o futuro, ficarão para trás e/ou deixarão de existir, a Kodak é um exemplo clássico. A Kodak ignorou as tendências tecnológicas e negou as inovações, assim não soube se reinventar, faltou visão, atitude, inteligência estratégica.
ResponderExcluirEsse caso se aplica principalmente a um problema muito existente nas organizações, a resistência a mudanças. Muitas empresas pensam que seu negócio é único e por isso podem ficar estacionadas na zona de conforto sem que haja interferências negativas em seu negócio. Isso é um erro, pois mesmo quem está no topo do sucesso, deve continuar uma busca contínua por inovação e uma melhor forma de colocação de seu produto ou serviço no mercado.
ResponderExcluirE quando se toca nesse assunto, facilmente entram nas rodas de conversas a história dessa grande empresa que faliu. Ela infelizmente virou referência de uma péssima gestão com decisões equivocadas e atrás do seu tempo.
ResponderExcluirPelo sucesso que fizeram e pelas suas quedas norteadas de dívidas e má administração.
Bom comentários. Gostei muito. Ficou evidente que todos leram o artigo e fizeram comentários a partir dos assuntos discutidos em sala de aula.
ResponderExcluirParabéns.