segunda-feira, 26 de junho de 2017

Diagrama de Ishikawa






O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e Efeito, é uma ferramenta da qualidade que possui o objetivo de organizar o raciocínio na identificação de causas e raiz de problemas. Desta forma, há uma relação de efeito a ser analisada com as causas mais influentes.  
O modelo possui este nome em homenagem a seu criador, Kaoru Ishikawa, um engenheiro de controle de qualidade japonês que criou a ferramenta em 1962. Para Ishikawa, a melhoria de qualidade é um processo contínuo e sempre pode ser aperfeiçoado.
Para um bom aproveitamento da ferramenta é importante que em um grupo de indivíduos todos possam contribuir com a identificação das causas (Brainstorming). Com a análise de diferentes posições e ideias, pode-se atingir níveis de influência em vários setores dentro da organização e até mesmo em agentes externos, como fornecedores e terceiros.

Sua estrutura subdivide os efeitos do problema utilizando a metodologia 6M:
·         Meio ambiente: causas que envolvem o meio ambiente externo e o próprio ambiente interno;
·         Mão de obra: causas referentes à uma ação de algum colaborador;
·         Método: causas envolvendo o método que estava sendo executado o trabalho;
·         Máquina: causas relativas à máquina que estava sendo operada;
·         Medição: causas referentes à instrumentos de medição e calibração;
·         Material: toda causa que envolve o material que estava sendo utilizado no trabalho.
·         Dica: Muitas dúvidas surgem na hora de classificar uma causa.

OBS: Não perca tempo em avaliar se a causa se encaixa em um método ou medição. O importante é que todas as causas sejam analisadas.    
A metodologia 6M apesar de ser importante não constitui uma regra, portanto não se prenda a essas categorias. Novas classificações podem ser criadas, de acordo com a necessidade de cada problema.

Em síntese, com uma visão mais clara sobre os efeitos é possível tomar medidas corretivas e preventivas sobre o problema de maneira mais eficaz e posteriormente eliminar suas causas raiz.

domingo, 25 de junho de 2017

DIAGRAMA DE DISPERSÃO



São gráficos que permitem a identificação entre causas e efeitos, para avaliar o relacionamento entre variáveis.
O diagrama de dispersão é a etapa seguinte do diagrama de causa e efeito, pois verifica-se se há uma possível relação entre as causas, isto é, nos mostra se existe uma relação, e em que intensidade.

QUANDO USAR O DIAGRAMA DE DISPERSÃO

Para visualizar uma variável com outra e o que acontece se uma se alterar;
Para verificar se as duas variáveis estão relacionadas, ou se há uma possível relação de causa e efeito; e
Para visualizar a intensidade do relacionamento entre as duas variáveis, e comparar a relação entre os dois efeitos.

PRÉ-REQUISITOS PARA CONSTRUIR O DIAGRAMA DE DISPERSÃO

Coletar dados sob forma de par ordenado, em tempo determinado, entre as variáveis que se deseja estudar as relações.

COMO FAZER O DIAGRAMA DE DISPERSÃO

Coletar os pares da amostra que poderão estar relacionados;
Construir os eixos, a variável causa no eixo horizontal e a variável efeito no eixo vertical;
Colocar os dados no diagrama. Se houver valores repetidos, trace um círculo concêntrico; e
Adicionar informações complementares, tais como: nome das variáveis, período de coleta, tamanho da amostra e outros.

POSSÍVEIS PADRÕES PARA O DIAGRAMA DE DISPERSÃO


(a) Elevada correlação positiva;(b) Moderada correlação positiva;
(c) Ausência de correlação;
(d) Moderada correlação negativa; e
(e) Elevada correlação negativa

VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO DIAGRAMA DE DISPERSÃO

Permite a identificação do possível relacionamento entre variáveis consideradas numa análise;
Ideal quando há interesse em visualizar a intensidade do relacionamento entre duas variáveis; e
Pode ser utilizado para comprovar a relação entre dois efeitos, permitindo analisar uma teoria a respeito de causas comuns.

DESVANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO DIAGRAMA DE DISPERSÃO

É um método estatístico complexo, que necessita de um nível mínimo de conhecimento sobre a ferramenta para que possa utilizá-la;
Exige um profundo conhecimento do processo cujo problema deseja-se solucionar; e
Não há garantia de causa-efeito. Há necessidade de reunir outras informações para que seja possível tirar melhores conclusões.

RELAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS

Diagrama de causa e efeito: é usado para verificar se há uma possível relação da causa com o efeito.

ALUNOS

Carolina Kelly de Araújo Mota (RA 71301700181)
Luciana Ferreira Rodrigues (RA 71301770399)
Solimar Nascimento Barbosa Hormann (RA 71301700165)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

CARTA DE CONTROLE


Carta de Controle ou Gráfico de Controle, foi desenvolvida pelo físico, engenheiro e estatístico Walter Andrew Shewhart, nascido em 1891, foi conhecido por se o “ pai do controle estatístico de qualidade”. Trabalhou no laboratório Bell Telephones, onde usou ferramentas estatísticas para verificar em que momento deveria ser aplicada ação corretivas em um processo. Atuou como consultor do Departamento de Guerra americano, Nações Unidas e o Governo indiano e lecionou em algumas universidades americanas.
Sua maior contribuição foi para o desenvolvimento do Controle Estatístico de Qualidade, a princípio era incorporar o uso de variáveis em um processo de distribuição particular usando parâmetros que determinariam quando o processo deveria ter ações corretivas e que deveriam ser tomadas.
Em 1924 o problema foi resolvido por Shewhart, desenvolveu as “linhas de ação” onde considerou a inclusão de constantes e desvios, ou seja, se o processo se devia do padrão fixado, um sinal é dado, assim o processo se torna confiável para se ter uma probabilidade sem erros.

A carta de controle é utilizada para determinar um processo que está fora de controle, ajudando a identificar a presença de variações, onde o processo não está estável é necessário ações corretivas. São representadas por gráficos, que demonstram dados do processo em sequência ordenada pelo tempo, possuem uma linha central que representa a média do processo, contém também um limite de controle superior e um limite inferior, estes limites representam a variação do processo, e seguem padrão já definidos em distância tanto pra cima como pra baixo, quando os pontos estão todos encaixados dentro dos limites isso significa que o processo está sob controle, já quando a variação nos pontos, onde se encontram fora dos limites isso indica que a variação de causa especial está presente e que o processo está fora de controle. Abaixo um exemplo de Carta de Controle ou Gráfico de Controle.


Uma ferramenta útil, que poderá ser usada no monitoramento de um processo continuo, para obter maior compreensão de um novo processo, análise de estabilidade do processo, avaliação de mudança de um processo e verificação da consistência do processo ao longo do tempo.


A aplicação do gráfico de controle envolve registros cronológicos e regulares, estes dados são calculados em amostras obtidas de medições, estes valores são dispostos em um gráfico conforme seu posicionamento, gerando uma regra de decisão de fácil compreensão.


Alunos: Balbina Alves Pereira Guimarães  RA- 73301700112
             Josué Ribeiro Guimarães RA - 71301700111
             Solange Gabriel Calixto Santana RA - 71301700135

terça-feira, 20 de junho de 2017

DIAGRAMA DE PARETO






Vilfredo Pareto (Paris15 de julho de 1848 — Céligny19 de agosto de 1923) foi um cientista políticosociólogo economista italiano que em 1897 executou um estudo sobre a distribuição de renda. Através deste estudo, percebeu-se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme, havendo grande concentração de riqueza (80%) nas mãos de uma pequena parcela da população (20%).

diagrama de Pareto é um gráfico de colunas que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas, procurando levar a cabo o princípio de Pareto (80% das consequências advêm de 20% das causas), isto é, há muitos problemas sem importância diante de outros mais graves. Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos.

Como fazer um Diagrama de Pareto?
1. Definir  a causa e efeito a serem analisados;
2. Analisar e refazer a folha de verificação ordenando os valores por ordem decrescente de grandeza;




3. Acrescentar mais uma coluna indicando os valores acumulados.





4. Acrescentar mais uma coluna onde serão colocados os valores percentuais referentes a cada tipo de ocorrência.




O cálculo é feito dividindo-se o número de ocorrências de um determinado tipo pelo total de ocorrências no período.

5. Acrescenta  estes percentuais em uma última coluna.


Com estes dados pode ser construído o gráfico de Pareto, apresentado a seguir:




Conforme apresentado no gráfico acima, para diminuir  o problema de devolução de produtos será necessário criar um programa de ação para a empresa diminuir os atrasos de entrega da fábrica e da transportadora. Com isso, 53% do problema será resolvido.


O Diagrama de Pareto é um recurso gráfico utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de perdas que devem ser sanadas, auxiliando na identificação dos problemas, priorizando-os para que sejam resolvidos de acordo com sua importância. Isso não quer dizer que nem todos os problemas são importantes, mas sim que alguns precisam ser solucionados com maior urgência.




Michelle Sampaio da Silva - RA 71301700156
Janaina Olga Gomes Magalhaes - RA 71301700157
Juliana Dutra Barreto de Melo - RA 71301700158




segunda-feira, 19 de junho de 2017

HISTOGRAMA




O histograma é uma das 7 Ferramentas da Qualidade. Trata-se de uma representação gráfica para distribuição de dados numéricos, ou seja, um modelo estatístico para a organização dos dados, exibindo a frequência que uma determinada amostra de dados ocorre. Com os dados dispostos graficamente, o Histograma permite a visualização de resultados históricos e a análise de evidências para a tomada de decisão da variação de frequências de maneira visual.
O Histograma é usado para:
  • Apresentar um padrão de variação;
  • Comunicar visualmente a informação sobre o comportamento do processo;
  • Decidir onde devem ser concentrados os esforços para uma melhoria.

No Histograma os dados são apresentados como uma série de retângulos que tem a mesma largura, mas altura variável. A largura representa o número de valores dos dados e a altura número (frequência) dos dados.



Quando os dados são dispostos no histograma, o gráfico pode apresentar vários formatos:

Histograma simétrico ou normal


 Acontece quando o processo é padronizado e os dados são estáveis, permitindo variações pequenas. O pico dos dados fica ao centro do gráfico, e suas variações vão decrescendo de maneira simétrica dos dois lados.



Histograma assimétrico
  
Acontece geralmente quando os dados são tolerados até um número limite, não podendo ultrapassar este limite. Seu pico é concentrado em um dos lados, e os dados fora de padrão decrescem para o lado oposto.





Histograma com dois picos

Acontece quando são apresentadas duas coletas de dados diferentes para comparação. A análise deve ser feita separadamente, observando ao desenho dos dois gráficos.




Histograma "platô"


  
Acontece geralmente quando há anormalidade nos dados decorrentes de falhas. As barras têm praticamente os mesmos tamanhos.




Histograma aleatório


  Acontece quando os dados analisados não apresentam nenhum padrão. As barras sobem e descem sem critério.






Por: 

Hugo Araújo Miranda - (RA: 71301700024) 
Monica Landim Chaicosky - (RA: 71301700176)
Rebeca Galvão de Plácido Ferreira Guimarães - (RA: 71301700005)


FOLHA DE VERIFICAÇÃO


Folha de verificação é uma das sete ferramentas da gestão da qualidade que permite o controle por meio de formulários estruturados de rápido e fácil registro. Assim, os dados produzidos devem permitir uma análise imediata da situação, facilitando a interpretação para uma tomada de decisão.

Em 1920, Walter Shewart viu a necessidade de coletar dados para os primeiros estágios da implantação de controle estatístico, onde o propósito dessa coleta era:

·         Inspecionar: para aceitar ou rejeitar o produto;
·         Monitorar: para acompanhar o desempenho de um processo;
·         Controlar: para diminuir as perdas;

                O uso dos formulários para coleta de dados propostos no método folha de verificação se dá por meio de tabela, planilha, quadro ou até mesmo por softwares de fácil utilização.

Existem vários tipos de folhas de verificação. Algumas, para controle de um item no processo produtivo, outras até mesmo na verificação de uma etapa de atendimento no serviço prestado. Independente do propósito, o fundamental é que o registro das informações seja feito de forma planejada, pois a formação dos dados obtidos pode conduzir diretamente à estruturação de gráficos de controle, facilitando assim, a melhoria do processo de qualidade.

Abaixo, segue alguns layouts de Folha de Verificação:


Vamos analisar o  exemplo seguinte: 
Um colaborador da área de produção de uma empresa fala: “o produto não está bom!"
Não é possível saber se isso é uma opinião pessoal ou um fato concreto, pois não houve qualquer evidência objetiva que comprove. Agora, se o mesmo colaborador informar:
‘’De acordo com levantamento realizado, 83% das 2.000 peças produzidas do dia X apresentaram alguma falha onde: 680 itens apresentaram falha na etapa A de produção, 81 itens  na etapa C e 899 itens na etapa F.’’
Aí sim teremos dados que comprovam um fato e depois disso uma decisão poderá tomada. Mas, para dispor desses dados é necessário que eles tenham sido coletados. Daí comprova-se a importância das folhas de verificação, elas possibilitam a coleta dos dados e a sua disponibilidade para análise e solução de eventuais problemas.
Em gestão da qualidade, não é viável tomar decisões ou propor planos de melhoria nos processos com base apenas em suposições e argumentos que não estejam fundamentadas em fatos e dados. Com isso, a folha de verificação mostra-se útil para as empresas e o processo de melhoria dos negócios.
Alunos: Saulo Senna
   Denes Jean
   Aldime Moraes

terça-feira, 13 de junho de 2017

FLUXOGRAMA



Fluxograma é uma representação de um processo que utiliza símbolos gráficos para descrever passo a passo a natureza e o fluxo deste processo. O objetivo é mostrar de forma descomplicada o fluxo das informações e elementos, além da sequência operacional que caracteriza o trabalho que está sendo executado.

As etapas do
fluxograma são apresentadas utilizando-se figuras geométricas que podem ser círculos, triângulos, retângulos, linhas ou setas, sendo que cada símbolo possui um significado importante. Quando pretendemos descrever um processo através de fluxogramas, as formas mais comuns de disposição são: de forma linear (fluxograma Linear) ou de forma matricial (fluxograma Funcional ou Matricial).

O fluxograma linear é um diagrama que exibe a sequência de trabalho passo a passo que compõe o processo. Esta ferramenta ajuda a identificar retrabalhos, redundâncias ou etapas desnecessárias. 

Já o fluxograma funcional tem como objetivo mostrar o fluxo de processo atual e quais as pessoas ou grupo de pessoas envolvidas em cada etapa. Neste caso, linhas verticais ou horizontais são utilizadas para definir as fronteiras entre as responsabilidades. Este tipo de ferramenta demonstra onde as pessoas ou grupo de pessoas se encaixam em cada sequência do processo e como elas se relacionam com outro grupo. 
Veja na Figura abaixo a diferença dos 2 tipos:


 

 

Símbolos do Fluxograma

 

 

Aplicações do Fluxograma

  • Quais são os principais passos de uma sequência;
  • Quem é responsável por uma atividade;
  • Quais são os principais momentos de decisão;
  • Quais são as entradas e saídas do processo;
  • Como flui a informação;
  • Quais recursos envolvidos no processo;
  • Qual é o volume de trabalho;
  • Identificar os atrasos e gargalos do processo;
  • Identificar os pontos fortes e fracos do processo;
  • Identificar desperdícios;
  • Permite uma visão ampla.
É importante ressaltar que quando um fluxograma é elaborado visando identificar melhorias de um processo, deve-se sempre ter a preocupação de pensar no processo exatamente como é e não como ele deveria ser. Somente com um cenário realista é possível identificar pontos de melhoria.

Ao visualizar todo o processo, a empresa poderá evitar complexidades desnecessárias, identificar gargalos ou duplicidade de procedimentos. Os fluxogramas simplificam e racionalizam o trabalho, facilitando a compreensão, otimização e melhorias na empresa.

Editores,

João Paulo Barbosa Sardinha  (RA: 71301700189)
André Stringhetti                     (RA: 71301700178)
Daniel Fernandes de Oliveira    (RA: 71301700177)
Anderson Nascimento Ferreira (RA: 71301700041)

Diagrama de Ishikawa

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e Efeito, é uma ferramenta da qualidade que...