I – INÍCIO DA INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL (IA)
Para entender o que
exatamente é esse termo, precisamos recorrer à origem da Inteligência
Artificial (IA). Ela é uma área da ciência da computação na qual os
pesquisadores buscavam realidades diferentes de um modelo simplesmente
programático. Não para resolver problemas simples, como adição de dois números,
mas para criar uma espécie de pensamento na computação.
Começou na
antiguidade com mitos, histórias e rumores de seres artificiais dotados com
inteligência ou consciência pelos seus fabricantes; conforme Pamela McCorduck
(2004) escreve, “IA começou com ‘um desejo antigo de forjar os deuses’”.
O campo de
pesquisa da Inteligência
Artificial foi fundado
em uma conferência no campus do Dartmouth
College no verão de
1956. Aqueles que participaram do evento viriam a ser os líderes na pesquisa
com IA por décadas. Muitos deles prediziam que uma máquina tão inteligente
quando um ser humano existiria em não mais do que uma geração. Eventualmente,
ficou óbvio de que eles subestimaram grosseiramente as dificuldades para o
projeto. Em 1973, em resposta ao criticismo de James Lighthill e a pressão crescente do congresso,
a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de
Defesa dos Estados Unidos da América (DARPA) e
o governo britânico pararam de financiar pesquisas indiretas sobre Inteligência
Artificial. Sete anos depois, uma visionária iniciativa do governo japonês
inspirou governos e empresários a financiar bilhões em pesquisas, mas
posteriormente no final da década de 1980 os investidores viriam a se desiludir
novamente. Estes ciclos de altos e baixos continuam a assombrar este campo de
pesquisa. Ainda na atualidade existem predições extraordinárias de que até 2029
existirão máquinas com o nível de inteligência humano.
II – ÁREAS DE UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Por
ser um sistema que está em processo de desenvolvimento e que envolve o
conhecimento do raciocínio humano, demandando tempo e dedicação para
desenvolvê-lo, os cientistas estão se baseando em alguns procedimentos para o
aperfeiçoamento deste novo modelo tecnológico:
·
Sistemas Inteligentes/Aprendizagem;
·
Compreensão/Tradução de Linguagem Natural;
·
Compreensão/Geração de voz;
·
Análise de imagem e cena em tempo real;
·
Programação Automática.
Os
cientistas estão procurando desenvolver um sistema que tenha as principais
capacidades do ser humano, como: resolução de problemas, compreensão de
linguagem, visão e robótica, aquisição de conhecimento, metodologia de
representação do conhecimento.
Em
corporações que utilizam a Inteligência Artificial como sistema operacional,
tiveram êxito, pois os processos passaram a ter uma maior qualidade e agilidade
em suas entregas, trazendo uma nova visão interna e externa.
Já na área da saúde alguns hospitais já aderiram a
este sistema, o Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, possui
aparelhos de imagens que identificam e notificam aos responsáveis sobre
problemas sem a intervenção humana, outros equipamentos se mantém interligados
aos pacientes, monitorando e orientando-os sobre medicamentos, batimentos
cardíacos e outros.
Outra área que também está
sendo observada com a tecnologia da IA e o monitoramento mundial da fome, onde
os cientistas estão usando satélites interligados a computadores que conseguem
associar a presença de comunidade carentes, assim podem desenvolver programas
de atendimento a estas áreas.
Além destas utilizações
citadas acima a Inteligencia Artificial está adentrando em sistemas
relacionados à contabilidade, gestão financeira, marketing, gerenciamento de
materiais etc.
III – A INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL E O FUTURO DO SER HUMANO
A Inteligência Artificial que
tem se tornado realidade caminha muito mais para auxiliar o desenvolvimento da
humanidade do que para a ameaça de extermínio de nossa raça, tal como é
retratado em alguns filmes. O cientista americano Ray Kurzweil vai além e prevê
uma grande transformação. Ele acredita que, no futuro, não será possível
distinguir “homens” e “máquinas”. Segundo Kurzweil, misturados com as máquinas,
os humanos vão ficar mais espertos e viverão para sempre — é o que ele chama de
singularidade.
A decisão dos ingleses de
deixar a União Europeia e a eleição de Donald Trump pelos americanos parecem
ter ao menos um elemento em comum: em ambos os casos as populações de cidades e
Estados que vêm sofrendo estagnação ou algum declínio econômico penderam para
essas soluções de eficácia ainda a ser provada. Por trás desses votos em
comunidades sem avanços econômicos significativos nas últimas décadas, o maior
temor é de que as oportunidades de trabalho se tornem mais e mais escassas.
Se dermos crédito às
previsões científicas dentro de muito pouco tempo teremos computadores capazes,
não apenas de armazenar dados, mas pensar e sentir como o ser humano, ou
melhor, um super ser humano. Super porque com a capacidade ilimitada de
armazenar dados e informações poderia em pouquíssimo tempo superar todas as
barreiras tecnológicas que levariam décadas para sua superação por
pesquisadores em laboratórios, mesmo sofisticado e com muitos recursos.
A nanotecnologia é ainda uma
promessa, apesar dos seus significativos avanços, mas falta muito para entregar
todas as promessas de inovação tecnológicas previstas. Por isso as máquinas com
a capacidade de fazer as sinapses entre vários tipos de conhecimentos e dados
transformaria o mundo, que se tornaria inimaginável para nós, reles mortais.
Mas como seria um mundo em
que as máquinas como as impressoras 3D capazes de construir autonomamente
máquinas (e os próprios computadores), casas, roupas, objetos, astronaves etc?
Num mundo com tantas máquinas disponíveis a força de trabalho do ser humano
passaria a ser desnecessária no sistema econômico (ou seria outro nome?). A
agricultura, a pesca e a exploração de minas subterrâneas seriam atividades que
as máquinas se encarregariam de resolver com mais eficiência do que os mortais.
Poderíamos ter guerras entre
países ou seria irracionalmente destrutivo um conflito entre máquinas? Muito
provavelmente o mundo seria uma única comunidade de máquinas inteligentes
integradas sistemicamente para explorar os recursos aqui ou de outro planeta.
Talvez a utopia marxista de uma sociedade sem classes e sem dinheiro pudesse
enfim ser realizada sem sangrentas revoluções proletárias. A mobilidade, a
saúde, a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente seriam problemas que
poderiam ser resolvidos sem maiores problemas para as nossas
criaturas-máquinas.
Entretanto, poderíamos ter um
sério problema: o político. As máquinas inteligentes não se submeteriam aos
ditames dos políticos e rapidamente dariam um fim neles. Mas isso teria um
custo: os seres humanos passariam a viver num mundo controlado por máquinas
extremamente poderosas e os relegariam a uma condição pré-histórica. Com o
estado da arte em termos tecnológicos não haveria mais a necessidade de pensar,
pesquisar e criar. Seríamos menos do que os nossos antepassados coletores,
vestidos e alimentados como animais domésticos. Como disse o ficcionista russo
Isaac Asimov: as fábricas do futuro vão precisar apenas de um homem e de um
cão. O homem para alimentar o cão e o cão para não deixar os homens se
aproximarem das máquinas.
Será que estaríamos chegando
finalmente à plenitude da Terceira Onda, descrita por Alvin Tofler em 1980?
Conseguirão os países e seus líderes reconfigurar novamente para melhorar suas
sociedades com o advento da AI – da mesma forma que a civilização prosperou e
criou novas ocupações com a mecanização e a automação no passado –, mesmo se
antevendo um impacto centenas de vezes mais intenso e rápido que nos casos
anteriores?
Otimistas
ou pessimistas, aqueles que têm voz na definição do futuro de suas empresas,
sociedades e países deveriam regozijar-se com mais essa vitória da humanidade
sobre o labor interminável e pouco significativo das tarefas repetitivas.
Deveriam também privilegiar e fomentar um importantíssimo fator que esteve
presente na assimilação socialmente equilibrada das mudanças tecnológicas
anteriores (e no qual o Brasil tem falhado de maneira recorrente): a educação e
requalificação para o desempenho de atividades mais complexas e que demandam
maior capacidade cognitiva, flexibilidade, criatividade e colaboração.
Os
impactos dessa “decolagem” da AI, embora não totalmente antecipáveis, prometem
ser cruciais para o futuro da humanidade. O renomado físico Stephen Hawking, em
artigo publicado em dezembro de 2016 no jornal The Guardian, sustenta
que “a automação das fábricas já dizimou postos de trabalho na manufatura
tradicional e a ascensão da Inteligência Artificial provavelmente estenderá a
destruição às funções das classes médias, com a sobrevivência apenas dos papéis
mais criativos, de supervisão ou de cuidados pessoais”. A própria The
Economist cita estudos que estimam que entre um terço e metade das funções
correm o risco de ser automatizadas. As mais vulneráveis ao avanço da AI seriam
as funções de rotina, tanto manuais quanto intelectuais. “Eu estou na verdade animado
com o fato da Inteligência Artificial não ser mais um palavrão”.
Se dermos
crédito às previsões científicas dentro de muito pouco tempo teremos
computadores capazes, não apenas de armazenar dados, mas pensar e sentir como o
ser humano ou melhor um super ser humano. Super porque com a capacidade
ilimitada de armazenar dados e informações poderia em pouquíssimo tempo superar
todas as barreiras tecnológicas que levariam décadas para sua superação por
pesquisadores em laboratórios, mesmos sofisticados e com muitos recursos.
Até 2021,
sistemas inteligentes e robôs poderão assumir 6% dos trabalhos nos Estados
Unidos, de acordo com a Forrester Research.
IV – CASE: O BANCO DO BRASIL E A
COMPUTAÇÃO COGNITIVA
(IBM Watson)
O
Banco do Brasil (BB) tem procurado inovar em suas aplicações bancárias com
computação cognitiva, tecnologia baseada em Inteligência Artificial (IA), algo
parecido com a busca do desempenho humano pela aprendizagem. A partir da combinação
de dados e de modelos matemáticos, a computação cognitiva no BB auxiliará
também nos negócios da entidade.
No BB, a tecnologia cognitiva terá
destaque especial no assistente mobile, no qual o cliente utiliza sua
voz para solicitar transações disponíveis no aplicativo BB. A voz é
interpretada e analisada pela solução cognitiva que oferece, através de um
diálogo com o cliente, a função desejada, bem como o auxílio ao cliente BB na
instalação e configuração de computadores para acesso ao portal BB de forma
segura.
O Banco do Brasil é um exemplo de uso dessa
tecnologia. A instituição está desenvolvendo aplicações para correntistas com o
sistema de computação cognitiva da IBM, o IBM Watson. Até o fim do ano, os
correntistas do BB Private e Estilo Digital poderão ter experiências reais com
o uso de linguagem natural.
Na busca pela vanguarda de uso de tecnologias
inovadoras e disruptivas, o Banco do Brasil está alimentando o IBM Watson com
informações financeiras complexas para que o sistema entenda perfeitamente como
funciona a área bancária no Brasil.
O
renomado especialista em genoma humano, professor Satoru Miyano, um dos
idealizadores do sistema IBM Watson de computação cognitiva, junto com Ginni
Rometty, presidente e CEO da IBM disseram que até 2025 o mercado de computação
cognitiva e Inteligência Artificial deverá representar mais de 2 trilhões de
dólares.
ALUNOS
Anderson Nascimento Ferreira
(RA 71301700041)
Carolina Kelly de Araújo
Mota (RA 71301700181)
Janaína Olga Gomes Magalhães
(RA 71301700157)
Solange Gabriel Calixto
Santana (RA 7130170135)
Solimar Nascimento Barbosa
Hormann (RA 71301700165)